Amacis

                             Fundamentos na Umbanda de Nação

Fundamentos de amacis e banhos de descarga
Amaci e o banho feito de várias ervas conforme a orientação do pai ou guia chefe dirigente de um terreiro. Tem por muitas finalidades limpar a aura (ori) do filho de santo, pessoas. de um modo geral as ervas são colhidas seguindo a sua intuição, ou seja para qual a finalidades e para que serve. E seguida de rituais para a colheita, respeitando a reza de Ossãe orixá responsável pelas ervas colhidas na matas, porém o filho de santo mais experiente pode fazer o seu banho com 7, 14, 21 ervas conhecidas. ( sempre é claro respeitando os fundamentos do seu terreiro).

Os amaci são usados para tomar banho de corpo inteiro inclusive o ori, pois todos passamos por encruza, ruas, e encontramos com pessoas com pensamentos mal intencionados, por isso é necessário tomar os amacis da cabeça aos pés.

O amaci serve também para limpar os ibás e fundamentos do terreiro, descarregar a casa após a sessão ou quando se sentir o ambiente carregado, basta para iso lavar a casa com o amaci sempre cantando para o orixá chefe do terreiro, ou do filho de santo para limpar a casa. O seu fundamento consistem em apanhar as ervas necessárias, lavá-las e macerar com a mão sempre com uma vela acessa pedindo para o orixá depositar seu axé, forças espirituais, etc, pois nesse momento sentirá a presença do mesmo para o complemento do seu amaci, sempre respeitando os procedimentos aprendidos, ou seja, pedir sempre auxilio aos orixás e entidades espirituais, para o descarrego, limpeza e força espiritual. Pode-se usar para banho, limpeza da casa do filho de santo ou terreiro, otás, ibás do orixá. Após o uso de seu banho sempre descarregar as ervas usadas em plantas e águas correntes limpas. para que leva o carrego, miasmas, ou larvas astral. se necessário fizer uso da sobra, deixar secar no forno ou ao sol, para a sua secagem e fazer defumação, pois tudo se aproveita e nada é destruído, mas caso não use o melhor e descarregar em uma planta ou água corrente. Banhos de cachoeiras, água de chuva, bica e poço natural, geralmente são usados pelo filho do orixá que rege, podendo ser do ori aos pés, ou acrescentar nas ervas.

Coloca-se em amaci, após o preparo, mel e sal para o tempero no lugar do mel pode se colocar açucar, ou um acaça, pois todos os orixás comem acaça, ou pode acrescentar água de canjica após o cozimento no banho. Não se enxuga o corpo e veste-se roupas claras de preferência no caso de uso pessoal no lar. Toma-se banho de preferência antes do inicio do trabalho e após o trabalho em seu lar, pois sempre estamos andando em encruzilhadas e ruas e lugares como bar, lojas etc.

Ao iniciar qualquer comida do santo e após despacho nas encruzilhadas se toma banho após o despacho. Cobre se com um pano branco o amaci e dependendo da quantidade no máximo dura 3 a 4 dias, após isso em alguns terreiros junta-se com o ebó, que é um outro banho com os axés do orixá, ou seja um banho muito mais forte e serve para descarregar qualquer pessoa muito carregada de egum. O seu preparo e feito com a mengá do animal e partes dele deixando com as ervas enterradas em um pote no terreiro ou próximos a casa do orixá. Isso é um fundamento de umbanda, não tem nada haver com o candomblé. Isso é apenas um conhecimento meu, passado por fundamentos e não livros.

Pode-se também observar a fase da lua e tomar o seu banho, não necessariamente se faz uso de um banho somente de um orixá, há muitas ervas conhecidas para banho, que pode ser misturadas e fazer o amaci. Nunca vai ao gofo esse amaci, necessário se faz tomar o banho frio. Outros banhos de ervas podem ser cozidas e somente deverá ser tomado banho do pescoço para baixo, nunca no ori, pois ai existe um fundamento que não se deve colocar nada cozido em seu ori. Para cada caso existe uma afinidades de banho, banho de descarrego, banho de atração, banho de purificação, banho de defesa, etc, etc.

O melhor amaci e preparado com ervas frescas, somente é acrescentado pemba por ordem espiritual, nunca por si só. Existem outros tipos de banho, como pipocas, somente por ordem espiritual, ou pelo orixá, nunca fazer por fazer por se tratar da ordem do orixá Obaluaê. Banho de pinga somente por ordem espiritual do exú, e nunca se usa na coroa(ori) da pessoa. Esse banho geralmente usa-se para descarrego de demanda ou associado ao bori ou fundamento do terreiro, somente para os que já tem fundamentos dentro do terreiro, nunca por um iniciante, pois há fundamentos ai para ser feitos, não pelo fato de ir na encruza
aberta e tomar esse banho.quando uma pessoa vai ser batizado na umbanda ou fazer algum bori, nunca se usa bebida de qualquer espécie alccolica no ori da pessoa é um erro isso, somente água e se necessário mengá, mas nunca bebida alcoolica, fato esse que pode levar uma pessoa ao vicio da bebida ou coisas piores, esse é um dos fundamentos de bebidas alcoólicas no ori. Pois o ori e a sua cabeça, onde o orixá e anjo da guarda se correspondem muita atenção ao seu ori.


Defumação

    Em todos os terreiros de umbanda iremos nos deparar com um momento chamado defumação. E como diz um de nossos pontos cantados 'Filho quer se defuma, Umbanda tem fundamento, é preciso preparar...'

    A defumação é a queima de algumas ervas e resinas e sua transformação em fumaça pela ação do fogo. Exalando e soltando suas essências. Assim a defumação vem trazer a força e a magia das ervas e assim dos Orixás. É bom lembrar que algumas ervas possuem propriedades terapêuticas e propriedades espirituais. A defumação utiliza e extrai o poder das ervas do seu ponto de vista espiritual ou astral.

    Por exemplo, a guiné, a arruda e o alecrim, que também servem para banhos de descarrego, são utilizados nas defumações para afastar, dissolver e transmutar energias deletérias. Atrair energias positivas e eliminar miasmas e larvas astrais.

    A defumação ao mesmo tempo em que serve como uma grande vassoura astral, serve como um imã de boas energias, cabendo aos seres daquela localidade manter um padrão vibratório alto que a localidade permanecerá com muita energia positiva.

    Além de suas propriedades astrais a defumação ajuda a mente do médium e da assistência, ou dos residentes daquele local, a entrarem em contato com os guias e protetores. Ou seja, o perfume da defumação estimula nossos centros nervosos (plexos) a captarem com mais qualidade as energias superiores, mantendo a mente da pessoa mais concentrada e propícia a esta percepção. 

BARÁ

Mensageiro divino, guardião dos templos, casas e cidades. É o dono de todas as portas, de todas as chaves e de todos os caminhos. É reverenciado em primeiro lugar em todos os terreiros de nação africana. Recebe suas oferendas nas encruzilhadas.

Se estiver atrapalhado, sem emprego, sem rumo, ou deseja realizar qualquer tipo de negócio se apegue com este Orixá, o Bará pode te dar a solução.

Não existe nenhum terreiro de tradição africana que não tenha o assentamento do Bará. Ele é o princípio e o fim de tudo, até após a morte de um iniciado na religião, o primeiro a receber ritual é o Bará.

Bará em Yorubá quer dizer força; se for bem tratado reage favoravelmente em prol de quem lhe oferendou. Olorum concedeu ao Bará o privilégio de receber as oferendas em primeiro lugar. Sem ele nossas orações não seriam ouvidas por nenhum outro Orixá, nem mesmo no orum.

Como dono das chaves, dos portais, encruzilhadas, caminhos e comércio, deve sempre ter suas saudações, obrigações e cortes quando necessário, feitos em primeiro lugar caso contrário caminhos trancados, mas não devemos tachar o Orixá Exu de egoísta, para a segurança de nosso ritual é só serví-lo primeiro e assim nosso ritual estará bem encaminhado. É o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, esta para nossos negócios e vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo de nossos merecimentos e cumprimento de tarefas.

O dia da semana consagrado ao Bará é a segunda-feira, sua cor principal é o vermelho.

Os Barás cultuados no Batuque do Rio Grande do Sul são:

BARÁ LODÊ: Exu Lodê tem seu assentamento feito do lado de fora do templo. Divide sua morada com Ogum Avagãn. É o Orixá que mantém a estrutura do templo; a sustentação dos terreiros depende do Bará Lodê.

BARÁ ADAGUE: Recebe suas oferendas nas encruzilhadas; seu assentamento é feito dentro do templo; é um dos mais requisitados, pois faz a frente de Ogum, Oyá, Xangô, Odé, Otim, Obá, Ossãe e Xapanã.

BARÁ LANÃ: Trabalha nos cruzeiros (encruzilhadas). Tem as mesmas atribuições do Bará Adague. Responde também nos cruzeiros de mato.

BARÁ AJELÚ: Este é o exu que faz a frente dos Orixás de água, Oxum, Yemanjá e Oxalá.

Além do epô (azeite de dendê) usa-se mel nas suas oferendas.

Sincretismo Religioso:
Bará Lodê - São Pedro, quando faz adjuntó com Iansã, São Benedito com faz adjuntó com Obá.

Bará Lanã - Santo Antônio do Pão dos Pobres

Bará Adague - Santo Antônio

Bará Agelú - Menino no colo do Santo Antônio



Oração

Após a defumação são feitas as orações afim de concentrar
as nossas mentes,pedir proteção a Deus,afastar todas as energias negativas,para assim começar-mos nossos trabalhos com fé,paz,alegria e amor. Podemos dizer que é o nosso principal meio de comunicação com Deus.É a oportunidade em que abrimos nosso coração a Deus e derramamos todas as nossas angústias e inquietações,mas também é quando Lhe apresentamos toda a nossa gratidão,agradecendo por estarmos mais uma vez reunidos,todos os irmãos,e pedindo forças para que nossas entidades possam assim descarregar todos ali presentes.


amanha


Não deixe para amanhã

Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer
tentar de novo...

Amanhã pode ser muito tarde
Para você pedir perdão,
Para você dizer:
Desculpe-me, o erro foi meu!...

O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser
preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não
ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não
ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não
encontrar outros braços...
Porque amanhã pode ser muito
...muito tarde!

Não deixe para amanhã para dizer:
Eu amo você!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me!
Desculpe-me!
Esta flor é para você!
Você está tão bem!...

Não deixe para amanhã
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu carinho,
O seu trabalho,
O seu sonho,
A sua ajuda...

Não deixe para amanhã para perguntar:
Por que você está triste?
O que há com você?
Ei!...Venha cá, vamos conversar...
Cadê o seu sorriso?
Ainda tenho chance?...
Já percebeu que eu existo?
Por que não começamos de novo?
Estou com você.
Sabe que pode contar comigo?
Cadê os seus sonhos?
Onde está a sua garra?...

Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde...muito tarde!
Procure. Vá atrás! Insista!
Tente mais uma vez!
Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde...

(autor desconhecido)

Conselhos de um Preto Velho

Aproveite cada minuto da sua vida, pois um dia tudo que vc fez se tornara apenas lembranças, saudades.. faça tudo que tiver vontade de fazer, não deixe nada para traz, nenhum assunto pendente, pois quando estiver velinho, com seus cabelos branco talvez seja tarde de resolve-los.

Uma otima semana  a todos vocês!
Axé!



VOVÓ ANTONIETA DA BAHIA




QUEM É VOVÓ ANTONIETA DA BAHIA?
(Texto escrito por Márcia com ajuda dos Amigos Espirituais)

CAMINHANDO PARA A LUZ...
Época de escravidão. Espíritos cumprindo um dos mais difíceis e dolorosos resgates em uma encarnação.
Vovó Antonieta era uma delas. Escrava em uma fazenda, sentindo a dor de não pertencer a si, passa por essa etapa evolutiva até se tornar um espírito de luz, designado a trabalhar na Terra para ensinar o verdadeiro sentido do amor e da caridade.
A Jornada da Caridade
Dia lindo. O sol começava a nascer no horizonte e antes de seu nascimento o trabalho começava na fazenda.
Antonieta, negra linda, altiva, esperta, bem faceira, desde criança já encantava a todos com suas travessuras e com seu jeito gentil e amoroso de ser.
Ainda bem pequena, já acompanhava as escravas na colheita e plantação. Havia nascido na fazenda. Filha de escravos, como todas as outras crianças, trabalhava desde muito pequena. Vivia na senzala junto aos outros escravos e crianças. Presenciou em seu crescimento muitas atrocidades, maldades, doenças e desencarnes brutais. Viu muitos dos amigos da senzala sendo chicoteados e torturados até a morte.
Em meio a tanta dor e sofrimento, Antonieta foi crescendo até se tornar uma moça linda, amada por todos os escravos da senzala e muito esperta. Trabalhando nas colheitas, sempre pensava em uma maneira de sair dali, de melhorar sua vida e a de seus pais. Entre as tristezas e alegrias, já com seus 16 anos, se viu perdida e cercada de inveja.
Após a morte de escravos que a protegiam, alguns escravos invejosos começaram a persegui-la até colocá-la à mercê dos feitores. Esses faziam dela seu objeto de desejo. Antonieta começou então a chamar a atenção do dono da fazenda. Percebeu o interesse do ?sinhozinho? e sentiu que esse sentimento poderia se tornar uma oportunidade de sair da senzala e das mãos dos feitores.
Antonieta foi envolvida e se deixou envolver pelo ?sinhozinho? a quem encantou profundamente e, por isso, foi levada para trabalhar na Casa Grande como queria, na cozinha junto a outras escravas. Na Casa Grande, vivia junto de outras escravas domésticas e trabalhava como ajudante e aprendiz. Dormia em um quarto junto a mais três escravas. Havia ali uma senhora já de idade avançada, que era a cozinheira e que a amava muito desde criancinha. Ali ela se sentia um pouco mais segura. Havia quarto para as escravas da cozinha, quarto para os escravos da limpeza da casa. O restante dos escravos ficava em duas senzalas totalmente vigiadas pelos feitores.
Os que trabalhavam na casa recebiam um tratamento diferenciado e era isso que Antonieta queria para fugir da dor que passava nas mãos dos feitores e de outros escravos e escravas.
Seu sofrimento continuava. Todos os dias e por vezes mais de uma vez por dia era requisitada pelo ?sinhozinho?. Por vezes bêbado, mal cheiroso. Ele a arrastava até conseguir sempre o que queria. A vida foi passando assim. Dor, sofrimento, saudade e uma vida totalmente sem perspectivas.
Certo dia, motivada pelo ódio e rancor da sinhazinha, Antonieta foi levada ao tronco. De tanto ser chicoteada, deu-se seu desencarne. Nesse momento, ainda no tronco, sentindo as dores das chibatadas que ardiam em sua pele e a dor do sofrimento da alma, não se poupou de proferir palavras sentidas de ódio e rancor, desejando o sofrimento daqueles que haviam sido seus algozes na Terra. Desta forma, carregou em seu coração, no momento de seu desencarne, dores profundas que determinaram grande parte do seu caminho de depuração e crescimento espiritual.
Com o desencarne não cessaram suas dores. Passou anos e anos nas regiões do Umbral, ainda com sentimentos de rancor arraigados em seus pensamentos. Décadas se passaram e sofrimentos enormes fizeram com que Antonieta começasse a pensar sobre o que vinha trazendo dentro de si por todos esses anos. Para que lhe serviria o ódio, o rancor, tanta amargura... Reviu tudo que se passou através de seus pensamentos. Foi então que ela começou a entender o mal que tinha feito a si mesma com o desejo de ódio professado na hora do desencarne. Percebeu que tal sentimento havia cegado seus olhos e seu coração ao que realmente importava, fazendo com que ela permanecesse ali todos aqueles anos, presa pelas correntes de suas próprias decisões. Foi nesse momento que Antonieta acordou e desatou as amarras do ódio, se libertando para o início de sua recuperação e jornada na vida espiritual. Em meio à dor profunda, vinha o arrependimento sincero. Foi então resgatada do Umbral e conduzida a uma colônia de recuperação.
Ali começava sua maior evolução.
Recuperada das feridas da dor, encontrou almas afins, reviu seus pais e pessoas próximas da última encarnação. Recuperou-se então e começou a trabalhar em um hospital de traumas e a prestar caridade a todos que necessitassem de seu auxílio. Aprendeu muitos tratamentos espirituais, passes, curas...
Foi então levada para junto de um grupo escravos que estavam em seu mesmo estágio evolutivo, onde pôde estudar e conhecer muitos espíritos obreiros. Como sempre, muito querida e amada por todos por seu jeito alegre e carinhoso, passou a adquirir conhecimentos e experiências que muito a ajudaram na prática do bem e da caridade. Com o passar do tempo, pôde aplicar seus conhecimentos, com toda firmeza e segurança que lhes eram próprios, para aconselhar e confortar as almas necessitadas de carinho e cuidado. Foi então designada a trabalhar no Umbral como obreira e missionária.
Começava ali a entender o porquê de aquelas almas perdidas precisarem de tanto conforto. Passou a se embrenhar em áreas perdidas do Umbral, buscando auxílio para aqueles que mais necessitavam. Iniciou um trabalho de doutrinação que foi muito apoiado pelos mentores e Espíritos Superiores.
Antonieta trabalhava sempre cercada por muitos guardiões e foi levada a uma colônia dentro do umbral para ensinar a outros espíritos o seu trabalho missionário dentro das colônias. Seu maior trabalho sempre foi feito na colônia dos suicidas.
Passadas algumas décadas, com a criação da UMBANDA no Brasil, foi destinada a nossa Terra como guia de luz, com o objetivo de ensinar caridade e amor sem limites a todos aqueles que necessitassem de orientação e carinho. Passou anos instruindo seus médiuns, aconselhando quem a procurava e, com toda sua experiência de vida, pôde ajudar diversas pessoas a se orientarem e a buscarem seu crescimento individual. Utilizando seus abraços, seus búzios, suas ervas e toda sua experiência para aconselhar a quem a procurasse, vovó seguiu em sua nova missão ao longo dos anos de trabalho.
Com a confiança em seu trabalho sério e amoroso, recebeu a autorização para introduzir mesas com estudos das obras de Kardec em seus Centros de Umbanda, onde passou a desenvolver um trabalho de Doutrinação de almas perdidas. Sua principal missão sempre foi trabalhar com a parte moral e aconselhamento para médiuns, firmeza e limpeza total de terreiros sérios.
Passadas mais algumas décadas, seu tempo de trabalho incorporativo na Terra foi encerrado, tendo Vovó Antonieta resgatado aquilo que foi proposto pela espiritualidade. Ou seja, não seria mais necessário que ela, Espírito de Luz, continuasse nos trabalhos em Terreiros de Umbanda na Terra, podendo continuar prestando caridade em locais menos densos das colônias espirituais. Porém, vovó Antonieta, por amor aos laços construídos na Terra, decidiu que se a Providência Divina permitisse, continuaria seguindo com seu trabalho até que sua última médium realizasse a passagem para o mundo espiritual. E assim foi permitido.
Enquanto isso, paralelamente no espaço, vovó foi levada para trabalhar em uma Colônia Hospitalar. Ficou por lá certo período, quando pôde exercer diversas atividades de caridade com os Espíritos que necessitavam de auxílio. Aprendeu com novas experiências e em seguida retornou para trabalhar no Umbral, onde sua luz, seus aconselhamentos e sua firmeza são ferramentas fundamentais para o aprendizado e a evolução dos que se encontram nessa colônia.
Hoje, além do trabalho espiritual realizado no CEENC e nas diversas Casas nas quais presta auxílio, apesar de não ter outros médiuns de incorporação na Terra, além do trabalho que tanto ama nas regiões do Umbral, Vovó ministra palestras para diversos grupos de espíritos que a procuram na Colônia para ouvirem seus causos, conselhos e receber seu abraço revigorante.
Vovó Antonieta, uma preta velha de muita luz e muito abençoada por sua caridade e seus conselhos. Uma guerreira que aprendeu a conviver com as dificuldades, enfrentou seus medos e lutou para alcançar a Luz, hoje traz um pouquinho de seu amor para iluminar os caminhos de todos nós! Que Deus nos permita sempre ter essa luz em nossos caminhos. Seja na Terra ou no Céu.
Sua BENÇÃO, MINHA AVÓ. AQUI OU ONDE ESTIVER, QUE SEJAMOS SEMPRE MERECEDORES DA SUA MÃO CARIDOSA. OBRIGADA POR FAZER PARTE DA VIDA DESSES FILHOS TERRENOS E POR SEUS ENSINAMENTOS.
Seus filhos e a UMBANDA agradecem a honra de poderem estar ao seu lado.
Fique com Deus e que sua LUZ sempre ilumine a todos.

Por Márcia e Cia. Janeiro de 2016.



PAI TOMÉ




SALVE PAI TOMÉ
(Texto enviado por Wânia)

Meu querido Pai Tomé...
Pesquisando sua história, me apaixonei por esse lindo velhinho, então, resolvi compartilhar com meus irmãos.

PAI TOMÉ: UM PRETO ? VELHO FIRME E DECIDIDO.
Para quem vê Pai Tomé incorporar pela primeira vez, o descreve como um Preto ? Velho desconfiado, ranzinza e quase briguento, parecido com ?São Tomé da Bíblia?, discípulo de Jesus, que precisou tocar as feridas do mestre, para se certificar de que era Ele mesmo. Deste modo, descobri, lendo sobre sua vida, o porquê desse Preto ? Velho ser tão parecido com o Santo de mesmo nome.
Esse negro viveu no século XIX, na cidade de Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro, diferente de outros negros de sua época.
Ao nascer, seus pais ainda eram escravos, mas a Lei do Ventre Livre, já havia sido assinada, então, desde cedo, por ter sido afastado de seus pais, precisou mendigar para sobreviver.
Começou a pescar, tornando-se mercador de peixes. Aprendeu a lutar capoeira para defender-se de ataques dos brancos e dos negros mais afortunados e usava como arma seu facão.
Desde criança, Tomé era ?amaldiçoado?, pois ouvia vozes, via almas de pessoas falecidas e enxergava os dois mundos em constante contraste; por isso, vivia isolado, com seus ?fantasmas? interiores.
Com o passar do tempo, alguns espíritos começaram a cercá-lo, acompanhando-o por onde quer que fosse, azucrinando-o o quanto conseguissem.... Assim, resolveu dar fim à própria vida. Encostou seu facão próximo ao pescoço, quando um soldado de vestimentas reais surgiu a sua frente bradando: ?PATACORI!!!? ?Como ousa afrontar teu Pai Ogum, que te libertou da senzala?! Afasta essa faca de ti e vá cumprir tua missão, salvando as almas que te procuram!? e, num outro brado alto, o cavaleiro se foi....
Tomé, então, percebeu que São Jorge viera salvá-lo de um ato insano. Regressou ao cais, pescou seu alimento, saciando sua fome e dormiu.
Ao amanhecer, encontrou uma choupana abandonada a beira mar; reformou-a e foi novamente pescar quantos peixes pôde. Vendeu todos no mercado e com o dinheiro arrecadado, comprou uma imagem de nosso Senhor do Bonfim, uma de Nossa Senhora dos Navegantes, velas e roupas; retornou para casa e colocou uma placa dizendo: ?ORAÇÕES E BENZEDURAS?.
No dia seguinte, ao amanhecer, já havia dez pessoas numa fila, esperando atendimento. Assim, Tomé iniciou seus trabalhos como benzedor, trabalhando sem cessar, por setenta anos. Mas não viveu sozinho, pois ao completar dez anos trabalhando entrou em seu casebre uma moça da Aldeia dos Pescadores, chamada Rosa Maria que coincidentemente possuía o mesmo dom de Tomé. Ele tratou dela que passou a auxiliá-lo em seus atendimentos e, com o passar dos anos, resolveram viver juntos. Cumpriram missão, auxiliando pessoas necessitadas.
Assim é Pai Tomé: sempre alerta e desconfiado, até que conheça bem o coração de seu filho... Por ter sofrido muito em terra, compreende as misérias humanas, e trabalha na busca da paz e da fraternidade, estimulando a caridade.
Espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho da vida desse lindo velhinho chamado Pai Tomé.
Com carinho,

Irmã Wânia



Uma boa gira





Uma boa gira?!

O que é necessário para uma boa sessão?
Não é preciso muita coisa, apenas boa vontade, por parte de todos os presentes sejam eles, médiuns ou não. Apesar disto muitas pessoas, ainda tem muitas dúvidas quanto ao trajeto normal que deveria seguir uma gira de umbanda. Para estes aqui vai umas dicas de como proceder, em meio de uma sessão.
Antes da gira propriamente dita:
_Banho de descarrego.
Todo médiun , bem como todo aquele que frequenta uma gira de umbanda, deveria tomar um antes de ir ao terreiro.Considere que mesmo que você não tenha o costume , é de bom tom te-lo. Ao andar na rua, ao entrar em contato com outras pessoas nós adquirimos destas pessõas suas cargas, e quantas vezes nós entramos em lugares carregados de fluidos nocivos, quantas vezes entramos em banheiros públicos e nos enchemos de cargas e larvas astrais?
Considere isto tudo e pese os fatos, veras que um banho é mais que necessário.
Se vais girar, muito bem, se não vai melhor ainda, pois o trabalho dos guias será mais fácil, e para você terá mais proveito.
Note que qualquer banho serve, mas se você quizer podemos te dar umas dicas:
1-Não utilize sal grosso, ele ao contrário do que se pensa, não descarrega, apenas atrai bons fluidos, e bons fluidos em corpo sujo astralmente, não resultam em nada.
2-Ao invés de ferver as ervas , macere, isto é esfregue entre ambas as mãos, isto tornará seu banho de descarrego mais potente do que se fosse fervido.
3-Ao macerar as ervas não pense em outra coisa a não ser o seu beneficio , assim você estará fluidificando seu banho e tornando ele mais eficaz.Ao fazer seu banho fuja das conversas e das distrações que só vão atrapalhar.
4-Ao terminar de fazer o banho recolha os restos de folhas que ficaram, devolva-os a natureza agradecendo ao orixa Ossanhe o beneficio que ira obter, lembre-se que a natureza é uma dádiva que Deus pos ao nosso alcance.
5-Não faça o banho logo que terminar a maceração deixe que a água descance pelo menos uns dez minutos, enquanto isto relaxe, pois um bom banho deve ser relaxante e principalmente calmo.
6-Ao tomar seu banho não tenha pressa, faça-o com calma aproveitando cada minuto.
7-Ao fazer o banho mentalize a entidade ,a qual destina-se o mesmo, faça seus pedidos e sinta-se bem.
8-Não se seque , deixe que seu corpo seque por si.
9-Coloque , ao se vestir uma roupa clara.
Algumas dicas de banhos:
Para abrir caminhos:
Macere Arruda, guiné, alecrim, alevante, quebra os males, adicione depois meio copo de vinho e uma colher de açucar, faça seu banho e ofereça ao destranca rua pedindo ajuda.
Para achar um amor:
Faça um saquinho de lã, com um pano branco e dentro coloque Arruda, guiné e alecrim.
Enrole o sabonete no saquinho e reze enquanto toma banho:
Arruda, guiné , alecrim, que seu cheiro traga um amor para mim.
Boa Sorte!!!



Você faz, Você paga




Vejo muitas pessoas culparem Olorum ou Exu dos seus erros de sua ignorância.
Vejo alguns Ex Umbandistas culpar Exu que a vida deles está uma bosta, primeiro não existe ex umbandista, se foi e saiu não tem convicção, não tem amor e mais tinha interesse em algo.
Somos donos dos nossos atos, o bem e o mal está em seu coração você faz a escolha é caráter, é índole.
Exu não te leva pro inferno e sim você mesmo com seus pensamentos, com suas atitudes, vejo pessoas procurarem certos médiuns para ficar rico, ter a mulher tal ou o homem tal, o melhor emprego ou amansar o seu chefe, ai te pergunto:
Isso é de Exu? Isso é da Religião de Umbanda?
NÃO!
É o ser humano que sempre que ir pelo lado mais fácil, conquistar as coisas pelo lado mais fácil e acha que pode usar o nome Exu pra saciar os seus desejos loucos e delirantes.
Exu não vai fazer isso, ele vai te esgotar, te neutralizar e absorver todo esses sentimentos ai a pessoa não tem o que quer fala mal, não consegue resolver a sua vida, fala mal, não quer trabalhar fala mal.
A esses como diz meu veio Amigo e Guardião
Aos de pensamentos pequenos sem vontade e acha que pode usar Exu do jeito que falam hahaha é com esse que eu gosto de descer o chicote hahahaha.
Exu é vida, é alegria, é benevolência, é a vontade.
Exu te da a vontade e o animo quem trabalha é você rsrsrs.
Muito Axé dos Exus em suas vidas.
Por Paulo Cesar do Exu Pimenta.
24/03/2016



REFORMA ÍNTIMA




20 EXERCÍCIOS (PARA A REFORMA ÍNTIMA):
1 - Executar alegremente as próprias obrigações.
2 - Silenciar diante da ofensa.
3 - Esquecer o favor prestado.
4 - Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.
5 - Emudecer a nossa agressividade.
6 - Não condenar as opiniões que divergem da nossa
7 - Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.
8 - Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.
9 - Treinar a paciência constante.
10 - Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.
11 - Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.
12 - Desculpar sem desculpar-se.
13 - Não dizer mal de ninguém.
14 - Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.
15 - Alegrar-se com a alegria dos outros.
16 - Não aborrecer quem trabalha.
17 - Ajudar espontaneamente.
18 - Respeitar o serviço alheio.
19 - Reduzir os problemas particulares.
20 - Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.
O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos, a alguns dos vinte exercícios aqui propostos, certamente receberá do Divino Mestre, em plena escola da vida, as mais distintas notas no curso da Caridade.

-Chico Xavier, pelo espírito Scheilla, do livro Ideal Espírita









Pai joao de Angola
Ogum vencedor de demanda

Os trabalhos desenvolvidos
Quem somos
constituição da república
Fundamentos. da Umbanda
cartão de visitas
Pontos Cantados
Orações.
Oxum
As Pombas Giras
Maria Padilha
Altar na Umbanda.
Comida de santo
Cosme e Damião
Gira de Umbanda
Homenagem a Zé pilintra.
Xangô o rei da Justiça
Banhos de descarrego.
Simpatias Diversas
Guias contas e colares.
Defumações
Batismo na Umbanda
Conselhos de preto velhos
Escrava Anastácia.
Marinheiros na Umbanda.
Pai benedito.
Homenagem a Tranca Rua
Baiano zé do Coco.
Descarrego de Polvora.
Ciganos na Umbanda.
Sara Kali.
Preto velho na Umbanda.
Cabocla jurema.
Omulu/ Obaluaiê.
Altar virtual.
Mãe Maria Conga.
Boiadeiros na Umbanda.
Altar Virtual de exu.
O que è Caridade?
Caboclo boiadeiro.
Ser Médium.
Caboclos na Umbanda.
Como acontece a Gira.
Conduta moral
Anjo da Quarda.
Curiosidades.
Intolerância Religiosa.
Mediunidade.
Corrente mediunica.
Orações 2
tronqueira
Casamento na Umbanda.
pontos cantados 2
Sincretismo religioso.
Caracteristicas dos filhos
Altar dos Preto-velhos.
Exu









Ao mestre com carinho

Oração a Pai João de Angola

Ogum

Oxum

Yansã

oracões

Xangô

Yemanjá

Oxossi

Oxalá

Oxumarê

Preto-velhos

Caboclos

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