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GUIAS E SEUS TRABALHOS

    Quando os Guias se incorporam nos “aparelhos” o fazem visando algum trabalho ou missão de caridade. Vamos falar um pouco deles:

 CABOCLOS: A linha, chamada de Oxossi, por sincretismo e adaptação ou inovação aos cultos afros, é constituída de índios, geralmente brasileiros. Há uma infinidade deles. Quando nos terreiros, seus trabalhos são de desenvolvimento de mediunidade, descarga dos filhos, passes, conselhos, curas através de ervas, orientações, limpeza da aura dos consulentes, desobsessões, etc. São entidades autoritárias, enérgicas e às vezes intolerantes. Usam charutos, arcos, flechas, penachos e objetos próprios dos indígenas.




PRETOS VELHOS: constituída de escravos que desencarnaram no tempo da escravidão, a linha de Preto Velho caracteriza-se pela simplicidade, bondade, paciência e tolerância. Apresentam-se normalmente, curvados, capengando, como se os anos lhes pesassem no corpo. Seus trabalhos consistem em conselhos espirituais, materiais, psicológicos, curas através de ervas, passes, limpeza da aura do consulente, resolução de problemas. Vêm com os nomes que tinham quando vivos. Usam cachimbo, palheiro, fumos, velas, defumadores, aguardentes, vinhos, bengala, banquinhos, colares, rosários, etc.


CRIANÇAS: a linha de ibejada vêm aos terreiros para recordarem a infância e fazer toda a sorte  de traquinagens. Gostam de doces, refrigerantes, brinquedos, próprios das crianças. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podem-se-lhes pedir ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza. Quando baixam, são usados flores, brinquedos, velas e guloseimas.

MARINHEIROS:

da linha do Povo D’água ou de Iemanjá, geralmente baixam para beber e brincar, podem-lhe ser pedidos coisas simples. Não é muito aconselhável a incorporação dessas entidades, devido a quantidade de bebida que ingerem. Com doutrinação e proibição, porém, eles não bebem em excesso.


BAIANOS:


descem para trabalho de desenvolvimento, orientação, curas, conselhos, desmanche de trabalhos de magia negra e outros.



BOIADEIROS:

incorporam somente para permanecerem um pouco na terra. Algumas tendas lhes dão pequenos trabalhos para realizarem.

POVO D’ÁGUA:  entidades encarregadas  da limpeza e descarga fluídicas astral dos filhos de fé, dos terreiros ou lares. Ajudam muito em problemas relativos a casamento.


OGUM:

são caciques guerreiros ou soldados. Sérios, enérgicos, muito utilizados para demanda pesada com Exú, trabalhos de desenvolvimentos, desobsessões, curas, conselhos, orientações, desmanche de magia negra e conselhos profissionais.


EXÚ:

o Exú é tido como um espírito impuro, perverso, que só gosta de fazer o mal, entretanto para desmanchar um trabalho de magia, temos que chamar quem entende de magia, portanto, ele pode fazer o bem. Doutrinado é de grande eficácia para o Terreiro, pois conhecendo bastante a magia, é empregado para demandar com outros a fim de  desmanchar trabalhos de quimbanda. Trata-se de uma força de esquerda usada para equilíbrio vibratório de um trabalho. Quando vêm ao terreiro, usa pemba, vela, pólvora, ponteiro, aguardente, charuto e outros.

POMBA GIRA: mulher de Exú, ou Exú mulher. Popularíssima e muito solicitada para trabalhos das mais diversas finalidade. Espíritos alegres, vaidosos, ambiciosos, muitas vezes falsos, traiçoeiros, brejeiros e  sensual.  Gostam de bons cigarros, bebidas finas, jóias,  bijuterias, flores, belos vestidos, presentes  e outros. Usam de tudo em seus trabalhos, pemba, ponteiro, flores, cigarros, etc.

CIGANOS:

espíritos pouco chamados nas Tendas, trabalham principalmente na área de cartomancia, quiromancia e outros. Sabem muitas magias e simpatias, ajudam nos mais variados problemas. São muitas vezes confundidos com Exú e Pomba Gira, mas na realidade esta confusão se dá pelo desconhecimento da maioria dos filhos de fé. São espíritos alegres, festeiros, gostam de danças e canto, presentes e outros. Não gostam de trabalhar de graça, por isso é aconselhável lhes dar um presente ou uma moeda.

   Como podemos observar, a Umbanda difere totalmente dos cultos afros, embora tenha hoje  ramos oriundos daquele continente. Na Umbanda, o ato é mais prático e objetivo: o filho de fé fala pessoalmente  com os Guias, obtendo deles a resposta ou a solução do problema que o levou ao terreiro.

            Os escravos trouxeram uma rica bagagem teogônica (conjunto de deuses) do continente de origem. Cada um deles   rege um fenômeno meteorológico ou natural, onde atua em consonância à sua aura vibratória. Diferem pouco de nação para nação, quase imperceptível, já que aqui se misturaram; mas suas entidades são mais ou menos as seguintes:

OLORUM (nagô) - ZAMBI (banto) Deus supremo do céu (Obatalá) e da terra ( odudua). Para ele não há culto. É homenageado através de orixás secundários.
OXALÁ - com duas  divisões oxalufã e oxaguiã, ou seja, deus velho e deus moço, o maior de todos os Orixás. É deus branco e segundo a crença, durante seis meses é do sexo masculino e nos outros seis, feminino. A ele cabe  as manifestações de religiosidade em geral, as ciências, as artes e o evangelho ou doutrina moral por excelência.

IEMANJÁ - rainha dos oceanos, mares e águas salgadas, protetora dos marinheiros, dos pescadores, dos peixes, da flora marítima, das viagens por mar e do casamento, as mais velha dos orixás; conta para auxiliá-la com outras entidades femininas: as sereias, ondinas, ninfas, náiades  espíritos aquáticos. Em algumas nações existe também OLOKUM , que para os iorubanos é o deus do mar.

XANGÔ - orixá da justiça e também dos raios, relâmpagos, trovões e tempestades; com domínio também sobre as pedras e pedreiras; possui três esposas que o auxiliam.

OGUM - deus da guerra, das demandas, do embate físico, das disputas materiais e espirituais, do aço, do ferro, do fogo, da espada e das armas bélicas.

OXOSSE - orixá das matas, florestas e bosques, protetor dos caçadores, da fauna e da flora vegetal. Guia através das matas a quem se acha perdido.

IBEJI OU IBEJADA - deus gêmeo, protetor das crianças em gral, chamado também de  ERÊ, dos brinquedos e das diversões infantis.

OXUM - deusa dos rios, lagos, cachoeiras, córregos e da água doce.

OMULU - orixá das doenças, das pestes, e das epidemias, médico procurado para curar moléstias tidas como incuráveis.

INHASSÃ - uma das esposas de Xangô, deusa dos ventos, raios, coriscos e tempestades. Algumas nações tem-na como guarda dos eguns nos cemitérios.

NANÃ BURUQUÊ - uma deusa velha, já avó, ranzinza, simbolizando, na nação iorubana, a chuva e atuando também nos rios e ribeirões.

OXUM MARÉ - segundo algumas nações é um deus hermafrodita. Seis meses do sexo masculino e seis meses do feminino. É o que sustenta o planeta terra e tem como representação o arco-íris. Em algumas nações, julgava-se fosse ele quem formava a chuva, chupando a água dos rios através do arco-íris e levando-a até as nuvens, de onde caia sobre a terra.

OSSÃE - deusa das folhas, dos frutos e dos brotos das árvores, regulando o seu emprego medicinal.

OBÁ - uma das três esposas de Xangô, juntamente com Inhassã.

EXÚ- é o orixá dono de todas as encruzilhadas, lugares ocultos e perigosos. Em algumas nações era um espírito neutro o cobrador de dívidas cármicas ou pecados. Em outras, era o mensageiro dos orixás. Nós acreditamos que Exú é o amigo que nos socorre quando somos atacados por forças maléficas, desmanchando e protegendo-nos contra trabalhos de magia negra.

BOMBOGIRA OU POMBA-GIRA- Exú mulher ou mulher de Exú. Para os leigos, mulheres da vida que perturbam os casamentos, para nós, espíritos extremamente feminino, disposto a nos ajudar em nossas dificuldades emocionais, sentimentais e muitos outros problemas, até mesmo sexuais.











Mensagem de Fé


Não importa se a dor faz você sofrer

O que importa realmente é você saber viver.

Se hoje estais triste sem saber o que fazer,

Tenha fé num novo dia

E aguarde o amanhecer.

Não há nada nesta vida que não seja passageiro,

Basta aguardar que o tempo passe

E verás como foi breve o pesadelo.

Acredite meu amigo e tenha sempre esperança

Que depois da tempestade

Deus sempre nos traz a bonança.

É só ter fé e buscar sempre

Fazer o bem sem distinções,

Fazendo de sua vida um ponto de luz na imensidão.

Não há trevas que persista quando há algo à clarear,

Seus caminhos nesta vida

Deixa Deus iluminar.

Abra portanto o seu coração

E pára de chorar meu irmão

Sorria e vai buscar alegrias neste vasto mundo de ilusão.

Tenha sempre em mente que Cristo aqui se fez presente

E apesar de sofrer injustamente

Persistiu em suas obras sempre crente.

E é por isso que te digo

Amigo! Não fica aí deprimido! Procura por seu valor!

Pois Deus sempre ajuda a quem luta,

Dando forças ameniza sempre a dor,

Daqueles que estão aflitos

Em busca do Seu amor.

Creia sempre mais que terás mais paz!








AÇÃO NO BEM

A AÇÃO NO BEM É LUZ DA CARIDADE QUE NÓS ILUMINA
.A AÇÃO NO BEM É O AMOR EM  EXPRESSÃO MAIS ALTA
A AÇÃO NO BEM É A MISERICÓRDIA PARA COM OS QUE SOFREM
A AÇÃO NO BEM É TODAS AS TAREFAS CUMPRIDAS COM HUMILDADE É BELEZA.
DEVEMOS TER A AÇÃO NO BEM ATRAVÉS DO SOCORRO A TODAS AS CRIATURAS
DENTRO DA CARIDADE , DA MISERICORDIA E DA HUMILDADE ESTÁ A AÇAO DO BEM QÚE É O AMOR
FAÇAMOS A AÇÃO DO BEM VINTE QUATRO HORAS TODOS OS DIAS
ISSO E A VIDA INTEIRA.

DE UM IRMÃO DE LUZ .


CAMINHO...



CAMINHO...

"Sim, seu caminho é a Umbanda enquanto você valorizar a experiência espiritual com os Orixás, Guias e Mensageiros do Astral que se desdobram em muitas formas para te auxiliar. Seu caminho é e sempre será a Umbanda, enquanto você acender uma vela e sentir que ela fala contigo, enquanto você escutar o som do atabaque e seu corpo aquecer num compasso de vibrações e arrepios, enquanto você sentir o aroma das ervas transmutadas em fumaça ao contato com a brasa incandescente e for acometido da sensação de estar sendo transportado para outro lugar, a Umbanda continuará sendo seu caminho enquanto o brado dos Caboclos te arrepiar, o silêncio dos Pretos Velhos te emocionar, o gracejo dos Baianos te alegrar, a sinceridade dos Exus te curvar, a simpatia das Pomba Giras te atrair e a ciranda dos Erês te relembrar que, apesar dos pesares, o mais importante é não perder a pureza das crianças. Sim, seu lugar é no Templo que frequenta, enquanto os espíritos regentes ainda forem referências de aprendizado, enquanto você sentir saudade ao final de cada gira, enquanto os objetivos espirituais e materiais também forem os seus objetivos, enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais, enquanto você preservar o respeito e lealdade ao seu Sacerdote." - Sr. Caboclo Tupinambá.


Oração para Ogum

I

Oração para Ogum abrir os caminhos e nos trazer a sua proteção

Senhor Ogum Orixá guerreiro, salve suas forças em todas as correntes, no sincretismo de São Jorge também.
Com a permissão de DEUS proteja a minha vida, livrando-me de todo mal, abrindo meus caminhos.
Com a permissão de DEUS, invoco suas forças para afastar da minha matéria qualquer enfermidade que possa me atingir, sem a permissão de DEUS.
Senhor Ogum peça para que Inasã afaste de meus caminhos espíritos do mal, Eguns, os espirito das trevas, com a permissão de DEUS.
Senhor DEUS permita que o senhor Ogum na falange de Jorge da Capadócia, vista-me com suas armas para que eu posso vencer minhas demandas.
Salve DEUS criador da vida, da matéria,do espirito, senhor da todas as criações, iluminai nossos guias Orixás e Santos.
Salve as forças de Jorge, soldado, sua ultima encarnação na Capatozia.
Salve Ogum guerreio, ronda minha vida, limpa meus caminhos, traga paz a minha alma!
Na gira do seu axé eu giro, e você não me deixa cair em tentações nem em fracassos. Me guarde, me livre de todo mal.
Com sua espada corte todo mal que me desejares, que possa cair sobre minha cabeça atingindo meu espirito.
Em qualquer encruza se alguém tentar queimar meu nome, lançar maldição, corte com sua lança.
Quando bateres tambor chamando a legião do mal para me atingir, corte com seu grito de guerra.
Quando tentarem nas emboscadas, nas encruzilhadas, nos beco me atingirem vista-me com sua armadura.
Se velas acenderem, despachos fizerem para meu corpo adoecer, cubra-me com seu axé, golpeie o inimigo.
Quantas vezes me derrubarem, me levante com a força do seu grito.
Se em algum momento medo eu sentir, alcame meu espirito com a luz da sua coragem.
Quando eu fracassar esteja por perto para me encorajar.
Se tentarem me parar na minha missão terrena, ilumine meus passos na direção certa.
Se um dia a mão humana tentar me golpiar na matéria por qualquer arma, seja meu escudo.
Se tentarem amarrar minha vida, me liberte.
Todo mal que tentar me atingir, entrego na sua encruza, cruzo mil vezes o nome do mal, numa oferenda que ofereço a toda sua falange, para todas as giras, em todas as correntes, me deito no seu axé, me visto da sua fé, rogo, rezo com minha fé para receber a sua proteção para meu espirito e minha matéria com a permissão de DEUS pai.




LINHA DO ORIENTE



LINHA DO ORIENTE

A Linha do Oriente, ou dos Mestres do Oriente, é parte da herança da Umbanda, com elementos de um passado comum, berço de todas as magias e alicerce básico das religiões.

Entre todos os povos do oriente, desde a mais remota antiguidade, há uma sólida e autêntica tradição esotérica, dita a sabedoria oculta dos patriarcas, os mistérios religiosos dos povos antigos, que só tem chegado até nós em pequenos fragmentos.

A Linha do Oriente abrigou as diversas entidades que não se encaixavam nas matrizes indígena, portuguesa e africana, formadoras do povo brasileiro.
Essas entidades preservam conhecimentos milenares; são sábios que ajudam seus irmãos encarnados, independentemente de sua origem religiosa; são espíritos que não encarnam mais, mas que querem auxiliar os encarnados e desencarnados, em sua evolução rumo ao Divino, pois quem aprende tem que usar o que aprendeu.

Os mais altos conhecimentos esotéricos da antiguidade são conhecidos, no plano astral, pelas entidades que se manifestam nessa Linha. São conhecimentos magísticos e espiritualistas desaparecidos no plano material e preservados no astral, mantidos com essas entidades, cada qual com o que era sabido na religião de seu povo.

A Linha do Oriente tem enviado uma quantidade imensa de espíritos para a Corrente Astral de Umbanda.
São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

Diversos terreiros umbandistas não têm por hábito trabalhar com essa linha, talvez por desconhecerem os benefícios que os povos ligados às suas diversas falanges podem nos proporcionar.
Se as evocarmos, com certeza seus guias nos darão a cobertura e as orientações necessárias e os consulentes poderão usufruir de seus magníficos trabalhos, principalmente relacionados à cura, campo em que gostam de atuar.

A Linha do Oriente é regida por Pai Oxalá, irradiador da fé para a dimensão humana, e por Pai Xangô, fogo e calor divino, com entidades atuando nas irradiações dos diversos orixás.
Tem como patrono um espírito conhecido, em sua última encarnação, como João Batista, irradiador de muita luz, sincretizado com Xangô do Oriente e conhecido como Kaô.
Era primo-irmão de Jesus Cristo e o batizou nas águas do Rio Jordão e tem o comando dos povos do oriente, onde se manifestam espíritos de profetas, apóstolos, iniciados, cabalistas, anacoretas, ascetas, pastores, santos, instrutores e peregrinos.

A Linha do Oriente, apesar de não ser oriente no sentido geográfico, popularizou-se e teve seus momentos gloriosos no Brasil nas décadas de 50 e 60, ocasião em que as tradições orientais budistas e hinduístas se firmaram, entre os brasileiros praticantes de modalidades ligadas ao orientalismo.

Espíritos falando nomes desconhecidos por nossa gente, que tiveram encarnações como indianos, tibetanos, chineses, egípcios, árabes e outros, incorporavam nos terreiros do Brasil, ao lado das linhas de ação e trabalho dos caboclos e pretos-velhos, sem esquecermos os espíritos ciganos.
A Linha do Oriente ou Linha dos Mestres do Oriente ainda está atuante e beneficiando aqueles que a invocam e a oferendam.

A saudação para essa linha é ?Salve o Povo do Oriente!?. Alguns usam saudar como ?Kaô?! (João Batista) e também ?Salve o Povo da Cura!?.
Sarava a Umbanda
Fonte:Tenda Espírita Zurykan



Concentração e Incorporação



Concentração e Incorporação

Acredito que a concentração é o ponto chave para uma boa incorporação)

Uma das dificuldades dos integrantes das reuniões mediúnicas diz respeito à concentração.

A capacidade de controlar, direcionar e manter o pensamento dentro das finalidades da reunião é, para a maioria, um esforço muito grande e que nem sempre dá bons resultados. Não raro os pensamentos se dispersam, fixam-se em fatos do dia-a-dia e acabam por tornar alguns sonolentos, enquanto outros estão distraídos e longe dos objetivos propostos para um trabalho sério. Alguns poucos, então, conseguem uma boa concentração e estes sustentarão os trabalhos programados, porém, como é óbvio, sem alcançar melhor produtividade devido aos bloqueios vibratórios existentes no ambiente.

A nossa cultura ocidental não dá ênfase à necessidade do controle mental, pois é fundamentada em uma mentalidade racional, extremamente prática, extrovertida e imediatista valorizando a horizontalidade da vida terrestre, exatamente oposta ao Oriente, cuja mentalidade se estrutura de forma intuitiva, mística e introvertida e que realça a essência espiritual do ser humano, incentivando a busca da verticalidade.

Nos últimos tempos tem-se notado um sensível aumento no interesse por algumas práticas orientais, ressaltando-se a meditação, cujos benefícios estão sendo procurados pelos ocidentais, que despertaram para a necessidade de uma busca interior, ou seja, o autoconhecimento.

A concentração que é praticada nas reuniões mediúnicas, evidentemente, tem conotações próprias e não deve ser tomada aqui como as realizadas nas práticas orientais, embora os aspectos semelhantes nas suas bases, quais sejam a disciplina mental, o controle e equilíbrio dos pensamentos. Exatamente por terem estes mesmos fundamentos é que citaremos algumas definições de autores do Oriente, visto que a sabedoria oriental é multimilenar e pode beneficiar-nos sobremaneira através desses pontos comuns.

Concentração - Conceito: Concentrar, segundo o dicionário Aurélio, significa "fazer convergir para um centro ou para um mesmo ponto. Aplicar a atenção a algum assunto".

Um autor oriental, Mouni Sadhu, esclarece que o poder de concentração consiste na "habilidade para manter inabalavelmente sua percepção sobre um tema escolhido, pelo tempo que você decidir continuar com ele" (Do livro "Meditação").

É exatamente essa capacidade de concentrar nos objetivos da reunião mediúnica que irá favorecer a realização dos trabalhos.

Leon Denis, em sua magistral obra "No Invisível", alerta:

"Conforme o seu estado psíquico,os assistentes favorecem ou embaraçam a ação dos Espíritos"


Dificuldades de Concentração

Deixamos a palavra com Leon Denis, que assinala o motivo principal da dificuldade de concentrar:

"Na maior parte dos homens os
pensamentos flutuam sem cessar.
Sua mobilidade constante e sua
variedade infinita pequeno acesso
oferecem às influências superiores.
É preciso saber concentrar-se, pôr
o pensamento acorde com o
pensamento divino.(...)"
("O Problema do Ser, do Destino e da Dor", cap. XX)

A reunião mediúnica apresenta ainda outras conotações que são peculiares ao tipo de atividade que ali se desenvolve.

Assim, a dificuldade de concentrar-se nos objetivos elevados que o exercício da mediunidade requer é resultado da pouca prática que a maioria das pessoas têm de fixarem seus pensamentos em assuntos edificantes, em ideais e idéias nobres durante o seu dia-a-dia. Estão com a mente sempre ocupada pelos problemas e questões do cotidiano, por coisas supérfluas e interesses imediatistas, pelo noticiário e programa da TV, por literatura e músicas teor inferior, por conversações extremamente banais e irresponsáveis, e não conseguem esvaziá-la desses assuntos para dar campo às influências benéficas dos Espíritos Superiores, dos Mentores que assessoram os trabalhos.

Ensina Leon Denis:

"As preocupações de ordem material criam correntes
vibratórias horizontais, que põem obstáculo às radiações
etéreas e restringem nossas percepções. Ao contrário,
a meditação, a contemplação e o esforço constante
para o bem e o belo formam correntes ascensionais,
que estabelecem as relações com os planos superiores
e facilitam a penetração em nós deo eflúvios divinos ".

A Importância da Concentração Mediúnica

"Nesse sentido, consideremos a concentração mental de modo diverso dos que a comparam a interruptor, de fácil manejo que, acionado, oferece passagem à energia comunicante, sem mais cuidados... A concentração, por isso mesmo, deve ser um estado habitual da mente em Cristo e não uma situação passageira junto ao Cristo".

Nossos pensamentos têm determinado teor vibratório, de acordo com os sentimentos que os tipificam.

É imprescindível compreendermos que o pensamento é energia viva "construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros(Emmanuel - "Roteiro", cap.28).

Este é o processo natural de sintonia e que predomina no curso de nossa existência.

Nas tarefas mediúnicas esta sintonia apresenta peculiaridades próprias. É essencial que exista uma afinizaçào, uma sintonia entre os participantes para que se estabeleça uma sincronia de forças, a conhecida "corrente vibratória".

Pode-se inferir, desde agora, o quanto é importante a concentração individual, visto que a qualidade dos trabalhos de intercâmbio depende fundamentalmente da participação consciente e responsável de cada um.

Recordemos Leon Denis, quando leciona a respeito:

"São favoráveis as condições de experimentação quando o médium e os assistentes constituem um grupo harmônico, isto é, quando pensam e vibram em uníssono. No caso contrário, os pensamentos emitidos e as forças exteriorizadas se embaraçam e anulam reciprocamente..."(No Invisível)

Ele acrescenta ainda que o médium em meio a essas correntes contrárias fica bloqueado, sem condições de atuar mediunicamente ou bastante prejudicado na filtragem das mensagens.

Em "O livro dos Médiuns", o Codificador ressalta a necessidade da concentração ao referir-se à reunião como um ser coletivo, resultante das qualidades e propriedades de seus membros e esta tanto mais força terá quanto maior homogeneidade vibratória houver. Ele afirma que o poder de associação dos pensamentos de todos é que contribuirá para a comunicação dos Espíritos, "mas a fim de que todos esses pensamentos concorram para o mesmo fim, preciso é que vibrem em uníssono; que se confundam, por assim dizer em um só, o que não pode dar-se sem a concentração"(Item 331).

Portanto, cada participante precisa estar consciente de sua contribuição para que haja êxito nas atividades programadas pela Espiritualidade Maior.

João Cleófas (Espírito), m seu excelente livro "Intercâmbio Mediúnico", desenvolve o pensamento de Kardec e Denis, em linguagem moderna:

"A média que resulta das fixações mentais dos membros que constituem o esforço da sessão mediúnica oferece os recursos para as realizações programadas.

A concentração individual, portanto é de alta relevância, porque a mente que sintoniza com as idéias superiores vibra em freqüências elevadas"

Como Obter Uma Boa Concentração

A concentração não requer um esforço físico. Pessoas que tentam concentrar franzindo a testa, fechando os olhos com força ou denotando qualquer outro tipo de tensão muscular não alcançarão a finalidade a que se propõem.

Ao contrário do que imaginam, a concentração exige um relaxamento e passa por alguns estágios, quais sejam:

1. Relaxamento - O relaxamento do corpo físico serve para preparar e favorecer a calma, a tranqüilidade interior.

2. Abstração - Abstrair-se do mundo exterior, de tudo ao seu redor.

3. Interiorização - Fazer silêncio interior, abstraindo-se também dos conteúdos psicológicos(emoções, pensamentos, imagens, lembranças, etc).

4. Fixar a mente - A mente se fixa e a atenção volta-se exclusivamente para o objetivo da reunião.

5. Aquietar a mente - Neste ponto a mente se aquieta e, no caso dos médiuns, oferece espaço para a sintonia mental com o Espírito que irá transmitir a comunicação.

Afirma João de Cleófas:

"A concentração, é, pois, a fixação da mente numa idéia positiva, idealista, ou na repetição meditada da oração que edifica, e que, elevando o pensamento às fontes geradoras da vida, dá e recebe, em reciprocidade, descargas positivas de alto teor de energias santificadoras."(Intercâmbio Mediúnico)

Pensamentos Intrusos

Todos os que se iniciam nos exercícios de concentração ou de meditação percebem que é difícil controlar os pensamentos e que, com freqüência, vêem-se assaltados por pensamentos intrusos, inconvenientes e inoportunos.

Deixemos a lição a respeito com um dos mestres orientais:

"No início toda a sorte de maus pensamentos podem ocorrer, se levantarão na sua mente. Você se sobressaltará.

Ficará atormentado. Isto é um bom sinal. É sinal de progresso espiritual. Voe está evoluindo espiritualmente. Esses pensamentos, com a continuidade (dos exercícios), morrerão com o tempo". (Trechos do livro "Concentração e Meditação", de Swami Sivananda).

Ele também aconselha que a pessoa não lute contra a sua mente durante a concentração.

O mais acertado é aceitar com tranqüilidade e estabelecer o hábito de retorno, isto é, retornar aos objetivos propostos.

No livro de Mira y Lopes, "Curso Prático de Concentração Mental" o autor refere-se ao"hábito de retorno", para disciplinar a mente.

André Luiz, sintetizando o esforço que os integrantes dos grupos mediúnicos devem realizar, anota em seu livro "Os Mensageiros" a palavra de Aniceto, relativa ao nosso tema:

"Boa concentração exige vida reta. Para que os nossos pensamentos se congreguem uns aos outros, fornecendo o potencial, de nobre união para o bem, é indispensável o trabalho preparatório de atividades mentais na meditação de ordem superior. A atitude íntima de relaxamento(este termo tem neste contexto o significado de descaso), ante as lições evangélicas recebidas, não pode conferir ao crente, ou ao cooperador, a concentração de forças espirituais no serviço de elevação tão-só porque estes se entreguem apenas por alguns minutos na semana, a pensamentos compulsórios de amor cristão.(...)."(Cap. 47)

A Doutrina Espírita é um convite permanente à transformação moral, levando a um processo natural de auto-descobrimento e propiciando condições para a realização desse encontro pessoal. Toda essa mudança, quando ocorre naquele que já interiorizou os princípios espíritas, denota um amadurecimento que favorece a uma nova compreensão da vida e a uma necessidade premente da busca da verticalidade. Quando existe essa conscientização o indivíduo torna-se cônscio de usas responsabilidades procurando, então, adquirir hábitos equilibrados, o que irá favorecer a sua concentração enquanto integrante de um grupo mediúnico.

Deixemos com Emmanuel a palavra final:

"Receberás, portanto, variados apelos, nascidos do campo mental de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas que se afinam contigo, tentando influenciar-te através de ondas inúmeras em que se revela a gama infinita dos pensamentos da Humanidade, mas se buscas o Cristo, não ignoras em que altura lhe brilha a faixa." ("Seara dos Médiuns", Faixas pág. 125).



DÚVIDAS SOBRE INCORPORAÇÃO




DÚVIDAS SOBRE INCORPORAÇÃO

* Incorporação: Estado alterado de consciência onde atualmente menos de 1% dos médiuns são inconscientes. A maioria das incorporações é consciente ou semi-conscientes, por isso a necessidade de desenvolver a passividade dos médiuns. O guia espera a sua confiança. Incorporar é dar passagem para que outra personalidade se manifeste. 70% das incorporações não são mecânicas, isto é, apenas o mental é tomado, portanto, quando incorporado, seu corpo pode tossir, espirrar, limpar os olhos, o nariz, pois trata-se do corpo do médium com todas as suas necessidades fisiológicas.

Nosso corpo é o veículo do guia, como um carro, que ele usará para se manifestar.

Nascemos dentro deste carro e a afinidade com o nosso veículo é tão grande que não fazemos nada sem ele, olhamos pela sua janela (olhos) andamos (pernas), não imaginamos que esse carro possa ter dois lugares ou que alguém possa “dirigi-lo” sem causar um desastre.

A primeira coisa que o guia nos mostra é que não somos este carro, apenas vivemos dentro dele, e vai querer mostrar que alguém mais pode “dirigi-lo” para você.

A nossa dificuldade inicial é “entregar a direção” para ele.

Nas giras de desenvolvimentos vamos sentir muitos “trancos” e sentir uma presença ao nosso lado (é o guia que sentou no banco do passageiro e está pisando no freio, mostrando que está la).

Com o tempo, vamos “soltando” o volante e deixando ele dirigir, no inicio deixamos um pouquinho mas ficamos tão apreensivos que tomamos a direção de volta, depois deixamos mais um pouquinho, mas como ele dirige diferente de nós ficamos com a mão no volante, quando ele faz uma curva a gente mete o pé no freio.

Ai ficamos na dúvida, quem está dirigindo? Eu ou ele?

Com o tempo começamos a pegar confiança nele e a soltar a mão da direção e vemos que ele dirige bem melhor do que a gente e começamos a “apreciar” a paisagem.

Para que ele dirija, temos que dar passividade, confiança, dar a direção para ele. Ele conhece outros caminhos, outros lugares, nunca se perde e sabe sempre pra onde está indo.







Pai joao de Angola
Ogum vencedor de demanda

Os trabalhos desenvolvidos
Quem somos
constituição da república
Fundamentos. da Umbanda
cartão de visitas
Pontos Cantados
Orações.
Oxum
As Pombas Giras
Maria Padilha
Altar na Umbanda.
Comida de santo
Cosme e Damião
Gira de Umbanda
Homenagem a Zé pilintra.
Xangô o rei da Justiça
Banhos de descarrego.
Simpatias Diversas
Guias contas e colares.
Defumações
Batismo na Umbanda
Conselhos de preto velhos
Escrava Anastácia.
Marinheiros na Umbanda.
Pai benedito.
Homenagem a Tranca Rua
Baiano zé do Coco.
Descarrego de Polvora.
Ciganos na Umbanda.
Sara Kali.
Preto velho na Umbanda.
Cabocla jurema.
Omulu/ Obaluaiê.
Altar virtual.
Mãe Maria Conga.
Boiadeiros na Umbanda.
Altar Virtual de exu.
O que è Caridade?
Caboclo boiadeiro.
Ser Médium.
Caboclos na Umbanda.
Como acontece a Gira.
Conduta moral
Anjo da Quarda.
Curiosidades.
Intolerância Religiosa.
Mediunidade.
Corrente mediunica.
Orações 2
tronqueira
Casamento na Umbanda.
pontos cantados 2
Sincretismo religioso.
Caracteristicas dos filhos
Altar dos Preto-velhos.
Exu









Ao mestre com carinho

Oração a Pai João de Angola

Ogum

Oxum

Yansã

oracões

Xangô

Yemanjá

Oxossi

Oxalá

Oxumarê

Preto-velhos

Caboclos

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